22 Feb 2024 Ellipse ATUALIZADO 02:37

Publicado

02/01/2023

Atualizado

31/01/2024
Publicação

Lula não vai perseguir evangélicos e entende importância do segmento

Por Silvino Júnior, graduando em jornalismo (UERN), Assistente em Planejamento da Produção (SENAI) e Editor Colaborador do Observatório da Várzea.

Em outubro de 2022, produzi uma matéria aqui para o Observatório da Várzea que revelou que evangélicos de Assú estariam sendo pressionados a votar em Jair Bolsonaro para presidente. Junto com o fundador deste portal, Dedé da Várzea, tivemos acesso a vários relatos na época que narraram episódios de pressão e intimidação na reta final da eleição dentro de alguns templos na terra dos poetas.

Dados do senso de 2010 do IBGE aponta que quase 7 mil pessoas em Assú se consideram evangélicas. Em meio a imagem simplista e preconceituosa que uma parte da esquerda ainda tem sobre os evangélicos, que enxerga o fiel como menos capaz intelectualmente por ter envolvimento com a religião, os evangélicos hoje no Brasil trancenderam a fronteira da igreja e atualmente ocupam espaços na mídia e na política.

Em seu discurso durante a cerimônia de posse, Lula deixou claro a importância deste público e afastou a mentira que foi disparada nas redes no período da campanha eleitoral de que ele perseguiria os cristãos. “Sob a proteção de Deus, inauguro este mandato reafirmando que no Brasil a fé pode estar presente em todas as moradas, nos diversos templos, igrejas e cultos. Neste país todos poderão exercer livremente sua religiosidade”, disse Lula.

A posse de Lula contou com shows de artistas do segmento gospel, como o Pastor Kleber Lucas, o cantor Leonardo Gonçalves, Clóvis Pinho e Sarah Renata, que chegou a ser aplaudida pelo público após dizer que eles representam uma parte dos evangélicos do país. “Se você vir por aí gente sendo violentada em nome da religião, da família tradicional brasileira, essa não é a régua de Cristo. A régua de Cristo é o amor”, afirmou.

O novo governo Lula inicia com três evangélicos ocupando ministérios. Marina Silva (Meio Ambiente), Daniela de Waguinho (Turismo) e Jorge Messias (Advocacia-Geral da União).

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