15 Jul 2024 Ellipse ATUALIZADO 07:54

Publicado

07/09/2020

Atualizado

31/01/2024
Publicação

7 DE SETEMBRO: “INDEPENDÊNCIA OU MORTE?

Por Tállison Ferreira, Graduado em Filosofia e Editor Colaborador do Observatório da Várzea.

7 de setembro, a data em que alguns poucos brasileiros celebram a Independência do Brasil. Talvez a elite, minoria inexpressiva, que desde sempre esteve atenta apenas aos seus próprios interesses e liberdade.

Pensando bem, desde 1822, ou por que não, desde sempre, lutamos por nossa independência. Nós quem? O povo brasileiro, maioria de classe pobre e menos favorecida. A tão sonhada independência ainda não aconteceu.

Como falar de independência se encontramos centenas e milhares de pessoas reféns do desemprego, do preconceito social e racial, da fome, da violência, da falta de saúde, segurança, moradia, salário digno e educação? Como falar de independência se direitos são retidos, se a biodiversidade arde em chamas na Amazônia pela ganância e desamor? Como falar de independência se a liberdade de expressão ou de sermos quem somos é podada a cada instante?

Não é nada coerente falar de independência se a elite, aquela que deu o grito de liberdade no passado, continua a escravizar e a oprimir, mesmo que vestida pela roupagem do progresso e não mais sob o domínio de um outro país diretamente.

Temos a impressão, parafraseando Ilya Prigogine, que estamos vivendo em um mundo – da Independência do Brasil – que não nos foi dado, mas nele “só captamos lampejos e fragmentos” (PRIGOGINE apud RENÉE WEBER, diálogos com cientistas sábios, 1986, p.135) e nesse contexto seria lampejos de uma realidade que ainda virá: a Independência do povo brasileiro, dos mais sofridos e marginalizados.

Enquanto esse dia não chega, sigamos na contramão, quem sabe, concordando com Paulo Freire, pensando que se faz necessário alcançar uma consciência filosófica da realidade, porque “a conscientização abre caminhos à expressão das insatisfações sociais” (FREIRE, educação como prática da liberdade, 1986, p.12).

Por fim, faz-se urgente gritar, não como pessoas autoritárias, arrogantes que tentam calar quem voz não tem, como já fazem os poderosos, mas gritar como quem pede socorro e liberdade na mais plena suave resistência do não temer.

Viva a luta pela independência do povo brasileiro!

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