15 Apr 2024 Ellipse ATUALIZADO 19:52

Publicado

28/02/2024
Política

Com quase 1000 cargos entre comissionados e contratados, prefeito oferece apenas 114 vagas para concurso

O prefeito de Assú, Gustavo Soares, juntamente com sua equipe passaram meses gerando expectativas na população a respeito do tão sonhado concurso, promessa de campanha, que viria para sanar as demandas do município. Quando lançou o edital, jogou um balde de água fria nos jovens profissionais de Assú e região, mostrando um edital capenga, mal elaborado, que continha apenas 144 vagas.

A discrepância entre a necessidade real do munícipio, apontada pelo Portal da Transparência, que conta com 399 cargos comissionados e 507 contratos temporários, e o número de vagas oferecidas é tão grande que, em menos de 24 horas, depois de receber uma enxurrada de comentários negativos, a prefeitura lançou uma nota dizendo que, “diante da análise do edital, foi contatada algumas informações que necessitam de correções”, visando a segurança do certame e dos candidatos.

Se o edital em si é vergonhoso, seja pelo número de vagas oferecidas ou os salários descritos nas funções, a prefeitura se presta a mais um papelão ao admitir que, sequer, leu o edital antes de publicá-lo, numa demonstração de total desprezo à coisa pública.

Para piorar, no mesmo dia em que lança edital do concurso, o prefeito enviou à Câmara Municipal do Assú um projeto de lei que altera a Lei complementar 171 de 2021, acrescentando mais 22 cargos. É um escárnio ao erário público, bem como à opinião pública que vê com desconfiança, em ano eleitoral, o empenho da atual gestão em aumentar cargos comissionados, ao mesmo tempo em que convoca um concurso inexpressivo, seja pela quantidade de vagas, seja pelos salários divulgados.

Estamos observando…

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