18 Jun 2024 Ellipse ATUALIZADO 23:14

Publicado

15/09/2022

Atualizado

31/01/2024
Publicação

FORÇA DOS CABOS ELEITORAIS: 53% DA POPULAÇÃO NÃO TEM SENADOR

Por José Guimarães, Licenciado em Filosofia pela Faculdade Vicentina (Curitiba), especialista em Pesquisa Acadêmica e Científica na Prática Docente, pela Faculdade Bagozzi (Curitiba) e Editor Colaborador do Observatório da Várzea.

Faltando apenas 16 dias para as eleições, a dificuldade dos candidatos a senador em apresentar-se à população, ou mesmo dos seus cabos eleitorais em convencer os eleitores, torna-se um desafio exigente, especialmente para aqueles que desejam fazer deste pleito uma demonstração de força, como é o caso de George Soares e Fabielle Bezerra, que tentam despontar seus representados, Carlos Eduardo e Rafael Motta, respectivamente.

Em uma breve análise das pesquisas TCM em Assú, qualquer leigo em pesquisa eleitoral já pode perceber um dado gritante nos números e gráficos que saltam aos nossos olhos. Representados pelas siglas NS/NR, um terço da população. Em média, “não sabe” ou simplesmente “mão respondeu”, indicando um desconhecimento dos candidatos ou, pior ainda, mostrando indiferença em relação ao pleito.

Quando analizamos a pesquisa estimulada para senador, que apresenta Rogério Marinho (PL) com 19% das intenções de voto, Carlos Eduardo Alves (PDT) com 17% e Rafael Motta (PSB) com 10% das intenções de voto, “não sabem ou não responderam” aparece com 37%. Somando-se aos ‘brancos, nulos e nenhum’, que somam 16%, o índice de desinteresse chega a 53%, um número expressivo e preocupante, pois apresenta uma população apática ou desinteressada no pleito. Quando a paramos para analizar a pesquisa espontânea, os números são ainda mais surpreendentes. Rogério Marinho cai para para 7%, Carlos Eduardo e Rafael Motta empatam em 6% e nada menos que 77% da pipulação “não sabe” ou “não respondeu”.

A boa notícia, se é que podemos chamar assim, é a de haver um campo vasto neste eleitorado que, “não sabendo” ou “não respondendo” à pesquisa, oferece aos cabos eleitorais uma oportunidade de explorar, voto a voto, suas bases e buscar fazer os nomes dos candidatos que ainda parecem não fazer parte do imaginário do eleitorado. Neste sentido, o investimento de tempo e dinheiro é claramente necessário para reverter o quadro que apresenta-se quase intransponível.

Estamos observando…

Obs. A pesquisa realizada em Assu foi feita entre os dias 7 e 10 de setembro, e ouviu 593 pessoas. Está registrada no TRE (RN-05736/2022) e no TSE (BR-06309/2022).

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