17 Jun 2024 Ellipse ATUALIZADO 18:12

Publicado

30/09/2023

Atualizado

31/01/2024
Publicação

Mossoró: “Auto da liberdade” 2023 relembra história do município em mais uma temporada de sucesso

Por Gicardson Lima: Graduado em Letras, Inglês e Português pela UERN, Articulador Cultural, M.C., Apresentador e Editor Colaborador do Observatório da Várzea.

A temporada 2023 do espetáculo cênico “Auto da Liberdade” teve sua última exibição ontem, sexta-feira (29), na Estação das Artes Elizeu Ventania. Desde quarta-feira (27), o público tem prestigiado o espetáculo, que revisita a história e resgata os quatro atos libertários de Mossoró.

As apresentações do espetáculo “Auto da Liberdade 2023” teve início nesta quarta-feira (27). O evento ocorreu durante os dias 27, 28 e 29 deste mês, sempre às 20h.

O “Auto da Liberdade” resgata os quatro atos libertários de Mossoró: Motim das Mulheres, a Libertação dos Escravos, a Resistência ao bando de Lampião e o Primeiro Voto Feminino.

Motim das Mulheres – Em 4 de setembro de 1875, cerca de 300 mulheres saíram pelas ruas de Mossoró em protesto contra a obrigatoriedade do Alistamento Militar. À época, protestavam sobre a convocação de seus esposos e filhos para o Exército ou Marinha. As mulheres ocuparam unidades públicas e delegacias, munidas de utensílios domésticos para chamar atenção das autoridades.

Libertação dos Escravos – Mossoró foi pioneira na abolição dos escravos. O município fez jus à liberdade aos escravos da cidade em 30 de setembro de 1883, cinco anos antes da Lei Áurea. À data, todos os homens que moravam na cidade estavam livres.

Resistência ao bando de Lampião – Em 1927, a cidade de Mossoró sofreu um grande ataque promovido pelo bando de Lampião. Os cangaceiros queriam extorquir relevante quantia em espécie do banco e comércio local. Com bravura e resistência, os mossoroenses montaram trincheiras tendo sido comandados pelo prefeito Rodolfo Fernandes. Mossoró conseguiu vencer a batalha e expulsar o bando de Lampião.

Voto Feminino – Celina Guimarães Vianna foi a primeira eleitora do Brasil. O Tribunal Superior Eleitoral pontua que, com advento da Lei n.º 660, de 25 de outubro de 1927, o Rio Grande do Norte foi o primeiro Estado que estabeleceu que não haveria distinção de sexo para o exercício do sufrágio. Assim, em 25 de novembro de 1927, na cidade de Mossoró, foi incluído o nome de Celina Guimarães Vianna na lista dos eleitores do Rio Grande do Norte. O fato repercutiu mundialmente, por se tratar não somente da primeira eleitora do Brasil, como da América Latina.

Sobre os envolvidos no espetáculo, ao todo, considerando elenco e produção, este ano, são mais de 140 pessoas envolvidas na construção do espetáculo, entre figurinistas, aderecistas, cenógrafos, ferreiros, marceneiros, produtores, produção musical, coreografia, assistência de direção, maquiagem. A direção é de Leonardo Wagner.

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