22 Feb 2024 Ellipse ATUALIZADO 00:28

Publicado

19/01/2020

Atualizado

31/01/2024
Publicação

NÃO EXISTE TERCEIRA VIA EM ASSU, APENAS A BOA E VELHA POLÍTICA!

O ano eleitoral mal começou e as configurações políticas já despontam, recheados de conchavos, traições, promessas e assédios. Muitos desses, pautados por puxões de tapete, prints de conversas, tapinhas nas costas e, claro, insinuações a futuros cargos em possíveis governos municipais.

Uma das coisas que mais se falava no ano passado era numa terceira via, que fugisse da polarização entre a família Soares (e seu grupo empresarial) e o ex prefeito Ivan Junior (e seu grupo empresarial).

Nesta perspectiva, até nós, do Observatórios da Várzea, impelidos pelo desejo de mudança, colocamos em pauta uma figura que despontava na fileira da disputa como alternativa a essa bipolaridade. Trata-se de Paulo Henrique, nutricionista e, até então, líder do movimento Acredito.

Fizemos uma enquete, muito bem participativa e disputada, entre o ex prefeito Ivan Júnior e Paulo Henrique, que movimentou a internet e, segundo recebemos dos nossos seguidores, “poderia mexer nas cartas do jogo municipal”. Mexeu! Desde então, a polarização deu lugar a uma série de flertes entre a possível “terceira via” e agentes da política local, situação e oposição.

Hoje, em ano eleitoral, se fala de uma possível aliança entre Paulo Henrique e Ivan Júnior, talvez intencionalmente lançado como “balão de ensaio” para, de maneira interesseira, sondar a opinião pública. Na política, se trata de uma prática antiga, com clara intenção de entender os anseios do povo e, maquiavelicamente, agir segundo convém.

Não nos impressiona os mecanismos da velha política, como o balão de ensaio. O que nos chama a atenção é o fato da ligeireza de um jovem que, se autoproclamando representante da nova política, desprezar os discursos puritanos da “terceira via” e morder a isca dos que estão a tanto tempo nesse ramo inebriante do “poder pelo poder”.

Neste caso, antes mesmo de se consolidar uma aliança entre estas duas figuras, o jovem Paulo Henrique já começa com a reputação falida, pois assume para todo o povo assuense que, diferentemente do que se falava antes, não há possibilidade de se estabelecer uma nova política em nosso município. Os sonhos e anseios daqueles que se sentiram representados, são automaticamente negociáveis, no balcão repugnante das velhas práticas.

Não é de nosso interesse desmerecer a luta dos assuenses por aquilo que acreditam ser o melhor para o cenário local, mas os conchavos que se vislumbra, especialmente se tratando de uma ala revoltada com a administração do atual prefeito é, de longe, o retrato perfeito da velha política, tão criticada e satanizada por aqueles que, até poucos dias se diziam ferrenhos combatentes do coronelismo, reconhecidamente assumido pelos agentes dos dois grupos que digladiam em nosso querido Assu.

Ao povo do Assu e, especialmente da Várzea, nosso desejo de melhores representantes neste pleito de 2020.

Estamos observando!

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