03 Mar 2024 Ellipse ATUALIZADO 13:59

Publicado

30/10/2022

Atualizado

31/01/2024
Publicação

O filme O “último janta” de 1995 é o reflexo do Brasil extremado pela polarização política

Por Gicardson Lima, Graduado em Letras, Inglês e Português (UERN) e Editor Colaborador do Observatório da Várzea.

O filme de título ¨O último jantar¨ lançado em 1995 se trata de cinco moradores, liberais, de uma casa em Iowa convida para jantar um homem, conservador, que os conheceu durante uma carona, mas à noite sofre uma reviravolta quando o recém-chegado ataca um dos seus anfitriões e acaba sendo morto pelos amigos deste. Após este episódio os 5 concluem, que deixaram o mundo melhor matando-o e passam a, rotineiramente, convidar para jantar pessoas com tendências radicais, sendo que se defenderem argumentos descabidos são envenenadas durante a refeição. Colocados em uma posição de julgar as atitudes de seus convidados, os cinco amigos após conhecer melhor seus convidados realizam uma espécie de mesa redonda onde esses decidem qual o destino do julgado, sempre na perspectiva de que cada morte será justificada diante da possibilidade da sociedade não não ter mais que conviver com seres tão asqueirosos. Seus convidados se tratam de um reverendo homofóbico que vê na aids um castigo de Deus; um machista misógino; um militante antiaborto; um sujeito que não acredita no efeito-estufa; um rapaz contrário ao direito dos sem-teto e uma moça que detesta arte contemporânea. Um filme inacreditável e corajoso, como parece que somente a década de 1990 conseguia nos fornecer.

O Último Jantar é inteligente sem ser chato e ainda nos deixa pensando sobre o tal senso de justiça que todos temos dentro de nós. Uma questão que merece ser vista e revista. Esta premissa simples e altamente perigosa é o ponto de partida do incrível O Último Jantar, uma comédia de humor negro. Comandada pela diretora Stacy Title (que também dirigiu Nunca Diga Seu Nome) e com Cameron Diaz encabeçando o elenco. Um filme que proporciona uma reflexão justamente em um momento em que pessoas que se acham no direito de de sacar suas armar e decidir quem deve ser punido ou não, esses apoiados em seus próprios julgos embasados em discursos de ódio e intolerância. Fica a dica do longa metragem, e avaliarmos se vale a pena transformar o Brasil em um campo de guerra ideologico extremo. As gerações futuras não merecem uma herança tão baixa intectualmente falando. Aprecie o filme e confira o jogo de diálogo montado sobre os argumentos dos personagens do longa.

Estamos observando…

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