17 Jun 2024 Ellipse ATUALIZADO 16:00

Publicado

04/07/2021

Atualizado

31/01/2024
Publicação

O GOVERNADOR GAY E O CANCELAMENTO DA ESQUERDA INTOLERANTE

Por José Guimarães, Licenciado em Filosofia pela Faculdade Vicentina (Curitiba), especialista em Pesquisa Acadêmica e Científica na Prática Docente, pela Faculdade Bagozzi (Curitiba) e Editor Chefe do Observatório da Várzea.

Esta semana, em uma entrevista ao programa “Coversa com Bial”, o governador do rio Grande do Sul, Eduardo leite, também ex-prefeito de Pelotas, no mesmo estado, protagonizou uma fala que ganhou todas as discussões ao longo da semana. De maneira natural e espontânea, o governador se assumiu gay, em rede nacional, levantando poeira e acirramento de temas antagônicos e de lados opostos.

A fala de Eduardo Leite não surpreende quem conhece a política, nem muito menos que é do universo LGBTQIA+. Pelo contrário, apesar de nunca ter se posicionado, o governador sempre foi alvo de cobranças de e ataques homofóbicos, o que demosntra um campo minado, mesmo num país em que se mais mata a população LGBTQIA+.

O fato é que, diante da fala pública, intencional ou não, o governador continou sendo atacado e acusado de ambos os lados, algo que poderia ser inesperado pelo movimento LGBTQIA+, mesmo pelas manifestações de apoio que esse movimento costuma pregar diantes de outras figuras públicas quando fazem esse gesto de assumir a sexualidade.

Claro que há um motivo aparente. Eduardo Leite declarou voto a Jair Bolsonaro nas eleições de 2018, tornando-se inimigo de uma classe que, de tanto apanhar, resolveu não perdoar. Nesse embalo, a esquerda radical e intolerante (sim, intolerância não é apenas com gays, negros e religiões) partiu pra cima, como um justiceiro com sede de vingança, já pensando nas eleições de 2022, como se não houvesse outra maneira de debater o assunto.

Enquanto figuras da política nacional, como Fátima Bezerra e Manuela dÁvila, adversárias de Eduardo Leite, se manifestavam e encorajavam o, figuras barulhentas e anti-republicanas rosnavam ódio e acusações ao passado do governador.

A essa esquerda (ou, ainda, a acusada extrema direita) que rosna, acusa, mente, destrói e mata, deixo meu sincero pesar, pois já não há espaço na República para figuras que, amparados pela Democracia, reivindicam o cancelamento da diversidade de pensamento e deseja moldar a política à sua visão de mundo, sem olhar o “todo”.

Diante de um Brasil destruído por um governo irresponsável, negacionista e corrupto, não podemos dividir as forças que desejam desfazer todo o mal que nos assola, mesmo se entre esses existem pessoas que, de maneira direta ou indireta, fizeram Bolsonaro chegar ao poder. É hora de unir forças, traçar metas, reacender a esperança de um Brasil livre dessa catástrofe política em que vive.

Estamos observando…

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