17 Jun 2024 Ellipse ATUALIZADO 13:52

Publicado

30/08/2020

Atualizado

31/01/2024
Publicação

O QUE HÁ DE NOVO NAS CHAPAS MAJORITÁRIAS DE ASSÚ

Por José Guimarães, Licenciado em Filosofia pela Faculdade Vicentina (Curitiba), especialista em Pesquisa Acadêmica e Científica na Prática Docente, pela Faculdade Bagozzi (Curitiba) e Editor- Responsável do Observatório da Várzea.

É consenso que, para viabilizar uma chapa majoritária na política assuense, são necessários fatores indispensáveis: 1. Condições econômicas, 2. Capilaridade de votos e 3. Capacidade de articulação política, quando se pensa em vencer um pleito. Fazendo uma análise rápida nas chapas majoritárias compostas para as eleições deste ano, posso perceber potencialidades e fragilidades nas três agremiações e, além disso, arrisco em apontar as chances de cada uma, sem a pretensão de profetizar resultados, embora a história nos comunique possíveis cenários em 15 de novembro do corrente ano.

A chapa composta por Luis Oliveira e Judson Celular, que apresentam-se como uma terceira via, nasce com a ideia de que ambos não são políticos e querem passar ao povo do Assú a imagem de “homens que deram certo” na vida empresarial, tentando transpor à vida pública o sucesso do modelo de gestão. É algo já tentado em outros lugares e essa ideia de que candidato não é político costuma apresentar surpresas, basta olhar o exemplo do governador do Rio de Janeiro. Além do mais, Luis já fez parte da atual gestão, carregando consigo desafetos e poucas alianças para encarar o que vem pela frente. Nesse sentido, o grupo conta com o fator número 1, apontado acima, deixando uma lacuna nos outros dois. O que há de novo? Basicamente o fato de haver uma terceira opção na eleição.

A legenda formada por Ivan Júnior e Eurimar dispensa maiores comentários. O pré candidato a vice já foi vice de Ivan, terminou o mandato reclamando à imprensa da impossibilidade de continuar numa gestão em que não tinha espaço. Brigados, o MDB de Eurimar resolveu apoiar o atual prefeito e agora, também, fez o mesmo papel na imprensa externando insatisfação e acusações de traição. É uma chapa que já nasce velha. Sim! Ivan, com 08 anos de mandato, sem as contas da sua última gestão aprovadas (o que merece atenção), não conseguiu eleger seu sucessor. O outro, obedecendo a cartilha do partido, sem eleger sequer um vereador na última eleição, vê a possibilidade de permanecer numa majoritária e seguir a vocação de parasita do fisiologismo. Desta maneira, o grupo atende bem aos fatores número 1 e 3 que apontamos. O que há de novo? A possibilidade de surgimento de uma nova oligarquia, ensaiada pelo cabeça da chapa.

Enfim, chegamos ao candidato à reeleição. Depois de anunciar a candidatura, desistir e desistir de desistir, o prefeito de Assú, Gustavo Soares, quer surfar na popularidade da vereadora mais bem votada do pleito passado. Com a impossibilidade da atual vice, Sandra Alves, ser candidata, o PL concretizou o sonho de indicar Fabielle Bezerra para o lugar de vice, formando uma chapa “puro sangue”. Talvez seja o único grupo que reúne os três fatores citados, uma vez que tem o prefeito vencedor da última eleição, a atual vereadora mais bem votada, o deputado estadual e líder do governo, além das já conhecidas articulações políticas pelas quais o grupo formado pelos Soares é conhecido em fazer. O que há de novo? Basicamente a oxigenação da chapa, com a chegada de Fabielle Bezerra que, indiscutivelmente, é a mais bem avaliada pelo seu trabalho na Câmara municipal do Assú.

A campanha que está para começar é, de longe, uma incógnita. Não há “pré-vencedores”, não há cartas marcadas, não há possibilidade de prever favoritismo. Será uma disputa voto-a-voto, sem descanso para nenhum dos lados. O que há de novo? O poder das redes sociais. Aguardem.

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