03 Mar 2024 Ellipse ATUALIZADO 12:33

Publicado

27/10/2020

Atualizado

31/01/2024
Publicação

VIOLÊNCIA E BARBÁRIE NÃO COMBINAM COM DEMOCRACIA

Por José Guimarães, Licenciado em Filosofia pela Faculdade Vicentina (Curitiba), especialista em Pesquisa Acadêmica e Científica na Prática Docente, pela Faculdade Bagozzi (Curitiba) e Editor Colaborador do Observatório da Várzea.

No último domingo, em reportagem do programa “Fantástico”, da Rede Globo de televisão, assistimos atônitos o aumento da violência país afora, envolvendo pré-candidatos, candidatos e políticos eleitos, numa escalada sem igual, quando se refere ao interior do Brasil.

Cenas que chocaram cidadezinhas e até mesmo o país foram expostas em rede nacional, como se tudo aquilo estivesse muito longe de nossa realidade e não fizesse parte do nosso cotidiano pacato e harmonioso, típico de cidade provinciana.

Pois bem, assistindo a vídeos, áudios e discussões pelas redes sociais, de Assú, chegamos à conclusão de que a ideia de “cidade-pacata-provinciana” ganhou um novo status de “aldeia-turbulenta-tribal”. Isso mesmo, involução dos valores que costumam reger uma civilização, composta por leis e outros aparatos que garantem a ordem e o convívio social. Assim tem sido a rotina para alguns grupos, minoria, obviamente, que compõem a cidade.

Nos dá a impressão de que as “torcidas” estão cada vez mais propensas a entrarem em choque, numa defesa alucinada de seus “ídolos” sem levar em consideração que estamos dentro de um processo democrático que, por natureza, é composto pela liberdade de expressão e, portanto, de votar. Respeitar o voto alheio é uma questão não apenas constitucional, mas da razão e civilidade, num país republicano e de democracia consolidada.

Algumas cenas beiram a sandice e barbárie de uns tempos em que a força dominava a razão. Outras, nos lembram o coronelismo reinante de Norte a Sul, onde o cabresto estava sempre nas mãos de algumas famílias e não se podia conceber a desobediência de uma opção contrária, uma vez que a punição era violenta e severa.

Se Assú é a Atenas Norte-rio-grandense, ainda falta muito para aprender com os gregos sobre Democracia, Liberdade e, acima de tudo, reescrever uma odisseia que valorize nossa tradição de homens e mulheres que construíram esta cidade, desde sua fundação, com trabalho, amor e fé.

Estamos observando…

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