05 Mar 2024 Ellipse ATUALIZADO 08:59

Publicado

11/03/2023

Atualizado

31/01/2024
Publicação

As revelações de Fabielle Bezerra sobre as perseguições de Gustavo e George Soares

Por José Guimarães, Licenciado em Filosofia pela Faculdade Vicentina (Curitiba), especialista em Pesquisa Acadêmica e Científica na Prática Docente, pela Unibagozzi (Curitiba) e Editor Colaborador do Observatório da Várzea.

Apesar de não anunciar rompimento, na entrevista de hoje à Rádio Princesa FM, a vice-prefeita, acompanhada dos três vereadores, Wallace, Paulo Brito e Karielle Medeiros, trouxe à tona o seu sofrimento que, segundo ela, vinha arrastando há mais de um ano, com inúmeros episódios que presenciou ou ouviu de seus aliados. O caldo da relação entre o prefeito Gustavo Soares e sua vice, Fabielle Bezerra, já está azedo desde antes da campanha eleitoral do ano passado, quando Fabielle e os vereadores resolveram apoiar Rafael Motta para o senado, preterindo o candidato de George Soares, Carlos Eduardo.

Mesmo com as desconfianças dos irmãos Soares e as tentativas de minar, a vice-prefeita, o chamado F4, como ficaram conhecidos, entrou de cabeça na campanha para eleger George Soares como deputado estadual. Passada a eleição, as crises envolvendo prefeito e vice se intensificaram, ao ponto da família Soares exonerar todos os cargos indicados pelo F4, numa verdadeira caça às bruxas, sinalizando intolerância zero a quem estivesse ao lado dos vereadores e da vice.

A começar por questões pequenas, de ego, Fabielle disse que o prefeito sempre se sentiu ameaçado, até pelas redes sociais, quando incomodava sua popularidade. Mesmo tendo deixado claro, segundo ela ainda em 2020, de que seria uma vice-prefeita atuante, no início do mandato, nos bastidores começaram cobranças por parte do gestor em relação às suas redes sociais e sua popularidade. Segundo Fabielle, os arroubos do prefeito foram se materializando até o ponto de gritar com ela.

Depois, na parte mais intrigante da entrevista, Fabielle relatou o dia em que, na tentativa de esclarecer os fatos, se deslocou com os vereadores até o Pataxó para conversar com Ronaldo Soares, mentor e conselheiro político dos filhos, pois o prefeito não queria saber de diálogo e não estava disposto a recebê-los. No entanto, nem mesmo a conversa com Ronaldo convenceu o prefeito nem o deputado.

Em outro momento, Fabielle relatou os bastidores do desfile de 16 de outubro e como o prefeito agiu, por meio de seus assessores, para apagar a presença da vice em todos os atos das comemorações do aniversário da cidade, numa sucessão de fatos que deixava cada vez mais clara as intenções de se distanciar, enquanto promovia o primo, Lula Soares nas plataformas institucionais da gestão.

Fabielle relatou, mais uma vez, que havia o entendimento firmado em campanha de que ela seria, naturalmente, a sucessora de Gustavo na próxima eleição. Porém, se não fosse mais o desejo do grupo, deveria ter uma conversa, o que nunca ocorreu.

Por fim, indagada pelo repórter Jarbas Rocha se seria pré-candidata a prefeita de Assú, Fabielle disse que “será, sim, se for o desejo do povo”, encerrando sua participação agradecendo ao povo e aos vereadores que a acompanharam.

Estamos observando…

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