03 Mar 2024 Ellipse ATUALIZADO 11:44

Publicado

07/08/2022

Atualizado

31/01/2024
Publicação

DUAS MULHERES FORTES PODEM DISPUTAR A PREFEITURA DO ASSÚ EM 2024

Por Silvino Júnior, graduando em jornalismo (UERN), Assistente de Planejamento da Produção (SENAI) e Editor Colaborador do Observatório da Várzea.

As eleições 2022 para deputado, senador, governador e presidente ainda nem começaram oficialmente, mas o pleito de 2024 já se encontra no radar, nas rodas de conversas e nas expectativas de muita gente. Carismáticas e com forte potencial eleitoral, Fabielle Bezerra (PL) e Vanessa Lopes (UB) podem disputar à Prefeitura do Assú. Ambas reúnem qualidades, habilidades interpessoais e atributos políticos que permitem que seus nomes sejam inseridos nas projeções para o cenário eleitoral daqui há dois anos.

Fabielle Bezerra é atualmente vice-prefeita do município e detém de um capital político importante. Em suas redes sociais, se mostra uma figura atuante e humana, bem articulada e em harmonia com sua equipe de trabalho, seus familiares e seus eleitores. Fabielle foge da imagem de vice que tem pouco destaque na campanha e quando eleito se torna decorativo. Em 2020, ela teve um jingle direcionado pra ela e adesivos destacando sua participação no processo eleitoral. Participativa e com capacidade de mobilização, expõe uma liderança política forte e jovem, que demonstra saber lidar com situações de conflitos e defender ideias e posicionamentos nos momentos certos e na hora certa. É o nome natural para representar o Prefeito Gustavo Soares (PL) e um dos mais competitivos até agora pelo grupo governista.

Vanessa Lopes é médica, nunca disputou um cargo público, mas conta com a força eleitoral do seu esposo e ex-prefeito de Assú, Ivan Júnior. Atualmente, é pré-candidata a deputada federal pelo partido União Brasil e esta oportunidade possibilita que Vanessa experimente as urnas, use seu nome como um laboratório eleitoral e se torne mais conhecida dentro do cenário político. Se descrevendo em suas redes sociais como mãe de Heitor e apaixonada pela área da saúde, cristaliza a imagem de uma mulher e mãe afetiva, que cuida, protege e educa, assim como corrobora com a figura de profissional humanizada e que gosta do que faz, permitindo uma perspectiva de pessoa cordial e com empatia. É um nome em processo de amadurecimento político e que pode ser um trunfo do grupo de oposição.

As mulheres ainda são minoria na política. Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) apontam que as mulheres representaram apenas 12% dos prefeitos eleitos no 1º turno das Eleições de 2020. Fátima Bezerra (PT), que chefia o estado do Rio Grande do Norte, é atualmente a única governadora mulher do país.

Maria Olímpia Neves de Oliveira, conhecida como Dona ‘’Marorquinha’’, faleceu em 2018 e foi a única representante feminina a se tornar prefeita de Assú. Ela foi eleita pelo PSD em 1962. Se essa configuração entre Fabielle versus Vanessa se tornar real daqui há dois anos, farão história e uma delas poderá ocupar a cadeira do executivo municipal que há mais de 60 anos não tem uma mulher no comando.

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