03 Mar 2024 Ellipse ATUALIZADO 12:07

Publicado

31/08/2022

Atualizado

31/01/2024
Publicação

“FLOR DE ATENAS” CHEGA AO ASSÚ

Por Pedro Henrique, poeta e escritor. Bacharel em Direito (UERN), Especialista em Direito Digital (Faculdade Verbo), mestrando em Estudos Urbanos e Regionais (UFRN) e Editor Colaborador do Observatório da Várzea.

Dando continuidade à matéria “Poesia do Assú por todo canto”, publicada neste blog em 23 de julho, a respeito do lançamento do projeto “Flor de Atenas”, idealizado pela poetisa Isabel Firmino, em duas escolas de Natal, referi-me ao prosseguimento da proposta em disseminar a verve poética do Assú. No último dia 26/08, chegou a vez do projeto ser lançado na terra da poesia, tendo como público alunos da Escola Estadual Tenente Coronel José Correia. O momento contou com a participação da diretora da instituição Chaguinha Felix, dos estudantes, além de poetas e poetisas parceiros do Grupo Celebra-se Poesia e da Academia Assuense de Letras – AAL.

A referida escola completará 111 anos de sua fundação no próximo dia 07 de setembro, e é uma das instituições públicas de ensino mais antigas do município e de todo o interior do Estado do Rio Grande do Norte. Foi exatamente durante a gestão do Governador Alberto Maranhão, que foi lançado no dia 11 de agosto de 1911 o decreto n° 254, que criava o Grupo Escolar denominado ‘Tenente Coronel José Correia’, na cidade do Assú.

A implantação do antigo grupo escolar tem sido fruto de investigação por parte do pesquisador Gilson Lopes da Silva, que apresentou trabalho de dissertação ao Programa de Pós-Graduação da UFRN em 2017, onde analisou a importância da História da Educação Primária para a construção da cidade do Assú como Atenas-norte-rio-grandense. A pesquisa de Gilson remonta a participação cultural no Assú desde a implantação da Escola de Primeiras Letras masculina (1829) até a implantação dos Grupo Escolar José Correia (1911), que se demonstrou como uma forma moderna e inovadora de educação primária, com grande destaque para a atuação cultural e literária na cidade.

Os poetas e as poetisas assuenses, que nunca perderam a efervescência de versejar, nem abandonaram as letras e o legado cultural e literário da cidade, apesar da histórica desvalorização desses segmentos por políticos mal preparados e sem compromisso, estão certos em ocupar esse espaço e, junto às novas gerações, mostrar que a poesia do Assú resiste.

Referências: SILVA, Gilson Lopes da. História da Educação Primária na Atenas Norte-rio-grandense: das escolas de primeiras letras ao Grupo Escolar Tenente Coronel José Correia (1829-1929). Dissertação (Mestrado em Educação) – Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Centro de Educação. Programa de Pós-graduação em Educação. Natal, 2017, 166f.

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