21 May 2024 Ellipse ATUALIZADO 03:24

Publicado

25/08/2020

Atualizado

31/01/2024
Publicação

INTOLERÂNCIA E ELEIÇÕES

Por Gicardson Lima, Graduado em Letras, Inglês e Português pela UERN, editor Colaborador do Observatório da Várzea.

Você já presenciou uma situação em que alguém foi agressivo com outro por causa de uma opinião diferente? Ou você já se sentiu hostilizado por pensar diferente, ou por agir diferente? Esses são exemplos de casos de intolerância. E em uma sociedade tão polarizada, falar sobre isso é importantíssimo.

Dessa forma, entendemos a intolerância como uma atitude mental caracterizada pela falta de habilidade ou vontade em reconhecer e respeitar diferenças em crenças e opiniões.

Sendo assim, em época de eleição é comum encontrar pessoas dispostas a defender seu candidato favorito ou de “estimação”. E prontos para zelar a qualquer custo a reputação do seu popstar político, eleitores sempre acabam por agredir verbalmente seu semelhante, sem falar que esses podem chegar até a agressão física.

Mas, por que isso acontece? Por pura intolerância.

Por isso, em um contexto político e social, a intolerância é caracterizada pela ausência de disposição para aceitar pessoas com pontos de vista diferentes. Como resultado disso, alguém pode reagir com uma atitude expressa, negativa ou hostil, em relação às opiniões de outros.

Em dias atuais, não é fácil encontrar pessoas dispostas a saírem de suas bolhas, e fazerem o que deveria ser normal em uma sociedade tida como democrática, ouvir e discutir ideias, e depois disso, a vida deveria seguir normal. Pois, quando se acredita em um projeto, todos querem a mesma coisa, melhorar o meio em que vive. Contudo, é muito mais comum encontrarmos amigos e familiares desfazendo seus laços por defender segamente políticos que nem se quer sabem que esses que os defendem existem, ou que não fariam a mesma coisa por seus eleitores.

Pensemos em situações em que os candidatos são rivais, e seus votantes compram suas brigas? Então, quatro anos depois aqueles que foram motivos de rompimentos estarão dividindo o mesmo palanque, esquecendo de tudo o que passou. Enquanto isso, aqueles cidadãos continuam a serem desafetos.

E importante, portanto, assumir um posicionamento tolerante, que por contraste, pode significar “discordar pacificamente”. E entender que a emoção é um fator primário que diferencia intolerância de discordância respeitosa, é primordial.

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