17 Jun 2024 Ellipse ATUALIZADO 18:10

Publicado

01/04/2020

Atualizado

31/01/2024
Publicação

O AUMENTO NO PREÇO DE ÁLCOOL EM GEL É CULPA DOS COMERCIANTES?

Por Gildson de Sá Leitão, estudante de Letras pela UERN, editor- colaborador do Observatório da Várzea.

Caros leitores, não é segredo para ninguém que, em tempos de crise, os preços sobem repentinamente, e não é diferente agora com a pandemia de COVID-19. É absolutamente normal os preços subirem quando se aumenta a demanda de determinado produto. É a relação entre oferta (produtos oferecidos pelo mercado) e demanda (quem compra algo para determinado fim) que faz os preços subirem.

A exemplo da carne brasileira, quando do aumento da demanda com a venda do produto para a China, o preço subiu consideravelmente em dezembro passado e caiu três meses seguidos, chegando a 15% de queda em março e deixando de ser notícia. Não era uma crise, apenas uma adequação do mercado de importações. Agora, com crise sanitária e econômica, os pedidos de álcool em gel subiram 3.223% em uma indústria de Ibaté – SP. “Isso é totalmente normal quando um produto cuja oferta sempre foi historicamente estável repentinamente vivencia um surto de demanda. Não há como a oferta instantaneamente se adaptar a uma súbita explosão da demanda. Aumentar a produção de algo é um processo complexo, que leva tempo, e que exige investimentos.”, disse Thiago Fonseca do Instituto Mises Brasil.

Antes de mais nada, devemos olharmos o preço como o termômetro da relação. Quando se há mais produtos disponíveis no mercado que pessoas comprando, o preço baixa; quando o preço sobe quer dizer que tem mais gente comprando, ou querendo comprar, que produtos disponíveis. Outro enfoque para o preço é que, quando vemos um preço no supermercado, este preço é apenas sugerido, tornando-se preço somente ao efetuar a comprar. Caso muitos consumidores olhem e não levem o produto, no mínimo, o regente do estabelecimento comercial saberá que está vendendo menos e baixará o preço antes que ele saia da validade. Volatilidade normal do Livre Mercado.

É evidente que os mais pobres sempre são os mais afetados com o aumento, entretanto, cabe ressaltar que, caso os preços não subissem, aqueles que têm um maior poder aquisitivo levaria extrema vantagem sobre os demais, pois, nestes casos, que tem mais dinheiro estoca os produtos deixando outros, que também precisam, sem eles, o que acarretaria em escassez. Melhor com preço alto que em falta.

“O aumento nos preços do álcool em gel estimulará as pessoas a utilizaram o produto de maneira mais racional: em vez de derramarem despreocupadamente mais de 100 ml nas mãos a cada uso (sendo que este volume a mais não traz mais benefícios), elas usarão apenas o suficiente para se higienizar e matar os eventuais vírus”, continua Thiago, e conclui: “Assim, os preços garantem que haverá produto para todas as pessoas, de todas as classes sociais. Apenas dê tempo. As fábricas já estão produzindo […].

O que cabe fazer os consumidores finais – nós, reles mortais assalariados – neste período de alta de preços? Faremos o de sempre: pesquisar preços e comprar o produto mais barato disponível. Caso, de fato, tenham preços abusivos no mercado, devemos denunciar ao PROCON-RN pelo número 84 9963811 (número disponibilizado na página do Facebook) e aguardar o andamento da denúncia.

Ademais, estamos em crise, paciência.

Estamos observando…

Fonte: https://mises.org.br/Article.aspx?id=3230&comments=true

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