23 Jun 2024 Ellipse ATUALIZADO 04:43

Publicado

09/07/2021

Atualizado

31/01/2024
Publicação

PUXANDO A CORDA: ELIZANGELA GANHA DESAFETOS POR DISPUTAR PRESIDÊNCIA DA CÂMARA

Por José Guimarães, Licenciado em Filosofia pela Faculdade Vicentina (Curitiba), especialista em Pesquisa Acadêmica e Científica na Prática Docente, pela Faculdade Bagozzi (Curitiba) e Editor Chefe do Observatório da Várzea.

A política é um fenômeno muitas vezes incompreensível, especialmente por sua lógica que não corresponde ao que estamos acostumados no dia-a-dia, distanciando-so dos valores que aprendemos desde criança como certos, dentro da moralidade nos passada pela família (famílias comuns), que não arremedam, nem de longe, os emaranhados e conchavos dos bastidores desta classe que nos governa.

Estamos diante da próxima eleição da Câmara Municipal de Assú e, sem que nós, reles mortais, imaginássemos, começou a travar-se uma guerra interna entre a base aliada do prefeito Gustavo Soares e o seu irmão, George Soares, ambos do Partido Liberal (PL). Trata-se de uma disputa interna pela candidatura à Presidência da Câmara Municipal do Assú.

Como é sabido, nove vereadores fazem parte da base de sustentação do governo municipal, dentre os quais, três mulheres. Nesse cenário aparece a vereadora Elizangela Albano, que há 13 anos está ao lado do grupo que hoje se parece lhe virar as costas.

Em nossas sondagens, obtivemos informações de que Elizangela encontra dificuldade na sua candidatura por parte do deputado George, que prefere a candidatura de Walace (que já passou pela presidência da Câmara) e tem se esforçado em implantar uma agenda de retaliação à vereadora.

Pelo apurado, a vereadora comunicou ao prefeito e deputado de sua intenção em disputar a a cadeira da Presidência, incentivada por correligionários, dentre eles Sônia, João Paulo, Tê e Valterlanio, além da vereadora Karielle, indicada no dia de hoje como líder de Governo. Do grupo, a vereadora havia viabilizado 05 votos e Walace apenas 02, o que cumpriria o acordo interno de apoiar quem tivesse mais votos viáveis. Ao apresentar a viabilização, as lideranças do partido não aceitaram a proposta e partiram para contra-ataque.

Buscamos uma conversa com a vereadora que foi reticente em algumas respostas e prefere não entrar em atriito com o partido. Porém, encontramos uma vereadora determinada, que diz não desistir de sua candidatura, pois já abriu mão uma vez para dar apoio a Walace, e vê na maioria dos comentários que referem ao seu nome uma espécie de machismo, uma vez que não aceitariam uma mulher como presidente do Legislativo.

Ao longo da semana, em sua busca por apoio, soubemos que Elizangela teve reunião com vereadores da oposição, coisa que Walace também fez mas passou despercebido. Imadiatamente, após a reunião da vereadora com a oposição, foram levantadas suposições sobre a fidelidade de Elizangela e suas intenções quanto ao suposto flerte com o grupo opositor.

Ainda, na quarta-feira, a notícia da exoneração de Tuanne Albano da Assembléa Legislativa somada aos boatos de exoneração de todos os cargos indicados por Elizangela, endossou a narrativa de que o deputado estaria pressionando a vereadora a desistir da candidatura. Quanto a esses supostos fatos, a vereadora não confirma nem refuta, mas demonstra-se sentir-se injustiçada por tantos boatos que, segundo ela, são mentirosos e atiram-se contra sua hora e história contruída ao longo de anos de trabalho pelo povo do Assú.

Da nossa parte, ficam questionamentos sobre todas essas questões. É indiscutível que a presença de uma mulher na Direção da Câmara faria toda a diferença, ainda mais quando essa mulher parte da Várzea. Isso tem um significado muito expressivo que extrapola uma discussão de gênero.

Não podemos deixar de estranhar o fato da Câmara Municipal, mesmo tendo a presença de 07 mulheres, não abrir espaço para que uma do seu quadro possa estar à frente, como Presidente, representando todas as mulheres assuenses. Ainda mais, não podemos deixar passar despercebido o fato de que podemos estar diante de comentários misóginos e ações violentamente machistas que tentam afastar a figura feminina de qualquer possibilidade de poder.

Estamos observando…

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