27 Feb 2024 Ellipse ATUALIZADO 20:07

Publicado

23/11/2022

Atualizado

31/01/2024
Publicação

Vereadores de Assú rejeitaram projeto para tentar limpar o próprio passado

Por Silvino Júnior, graduando em jornalismo (UERN), Assistente de Planejamento da Produção (SENAI) e Editor Colaborador do Observatório da Várzea.

O Prefeito de Assú, Gustavo Soares, já não conta com a maioria na câmara municipal. Dos 15 vereadores, sua base hoje se resume na prática ao grupo do G6 (Elisângela, João Paulo, José Walterlanio, Júnior do Trapiá, Sônia da Pesca e Tê), composição que impossibilita o chefe do executivo a aprovar matérias de seu interesse no legislativo.

Antes visto como um ‘’bloco independente’’, Karielle Medeiros, Paulo Brito e Walace tem votado em total alinhamento com os parlamentares da oposição e juntos formam maioria. O trio, que tem se distanciado da base de sustentação do governo, hoje é poderoso, tem se destacado por se reunir com os colegas oposicionistas e deixou Gustavo completamente refém, tendo que administrar uma instabilidade política, além de firmar acordos dentro de suas exigências.

O projeto de lei pautado em plenário nesta terça-feira (22) enviado pelo executivo municipal, provocaria mudanças na estrutura organizacional da prefeitura e ampliaria o número de cargos comissionados, mas foi reprovado por 09 votos. Diante disso, a pressão política recai em cima do Prefeito Gustavo Soares. Ele terá que buscar uma saída para construir uma articulação forte e voltar a ter uma câmara aliada se não quiser sofrer novas derrotas.

Há 5 anos, a Câmara Municipal de Assú ganhava o noticiário ao aprovar um auxílio alimentação de mais de R$ 1 mil reais em benefício dos próprios vereadores, o que gerou um aumento de mais de 70 mil nos gastos mensais da casa legislativa e revoltou a população. Votar contra o projeto do Prefeito Gustavo, que também geraria despesas, não foi apenas uma forma de bloquear os planos do gestor, foi uma tentativa de limpar o passado da câmara e provocar uma certa ‘’redenção’’, perante algo que os mesmos, que atualmente condenam, votaram, se beneficiaram e aprovaram com consciência e convicção em um período ainda recente.

Estamos observando…

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